segunda-feira, 5 de novembro de 2007

FROTA DE VEÍCULOS DE MURIAE CRESCE 27% EM TRES ANOS


Imagine gastar 55 minutos para percorrer 7 Km. Embora essa cena seja comum no dia-a-dia de São Paulo, estamos falando de Muriaé, cidade por onde circulam cerca de 32 mil veículos diariamente, incluíndo-se aí a frota flutuante vinda de municípios vizinhos.
A classe mais sacrificada na hora de pico do trânsito muriaeense, é a dos motoristas de ônibus urbano. Segundo o motorista da linha Cardoso de Melo/São Pedro, Isnael Campbell de Souza, que circula pela cidade há mais de cinco anos, dirigir no final da tarde em Muriaé é também um teste de paciência. "Gasto em média 55 minutos para fazer o trajeto da região do Porto ao Cardoso de Melo, e o trecho JK/Prefeitura/Constantino Pinto consome em torno 80% desse tempo", disse o motorista.


Frota cresce cerca de 10% por ano


Em 2003 Muriaé tinha uma frota de 19.791 veículos. Três anos depois, números do Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN dão conta que o município possui uma frota de 25.284 veículos, crescimento de 27% nesse período. Os automóveis somam 55% e as motocicletas 26% do total, sendo que em três anos as motocicletas tiveram um crescimento de 53% em sua na frota. O resultado negativo de tantos veículos circulando numa cidade não planejada para tal fluxo, aparece nos engarrafamentos provocados, principalmente nos horários de pico (6h30 às 8h; 11h às 14h e 16h às 19h.)


Sem plano diretor

Muriaé ainda não possui um plano diretor específico para o trânsito e por isso encontra dificuldades no planejamento de ações mais eficazes na melhoria desse setor. Todas as mudanças no trânsito muriaeense são feitas pela Divisão Municipal de Trânsito - DIMUTRAN, um setor da Prefeitura de Muriaé.
- Estamos estudando a possibilidade da criação do Plano Diretor, a cidade exige isso", disse o diretor, Arino Roberto Vasques, ressaltando que recentemente o setor já restringiu o estacionamento na rua Dr. Afonso Canêdo, implantando faixa dupla, facilitando o tráfego em direção ao Centro e à área hospitalar. Disse ainda que implantou mão dupla na rua Efigênia de Freitas, permitindo o desvio do trânsito para a Av. JK, para evitar que o motorista seja obrigado a passar pela área escolar da Arthur Bernardes e seguir em direção da engarrafada Av. Constantino Pinto. "A medida ainda não resolveu totalmente o problema, vamos continuar fazendo mudanças de melhoria no trânsito", informou Arino.


Projetos para evitar o caos

Diante de tantos problemas no trânsito, como engarrafamentos em determinados trechos, lentidão, falta de sinalização especial, estacionamentos inadequados e escassos, imcompreensão e falta de educação de muitos motoristas, a diretoria da DIMUTRAN informou que está contratando uma empresa especializada em engenharia de tráfego para a elaboração de um projeto de sinalização, principalmente para o centro comercial e financeiro da cidade. O objetivo é tentar melhorar a circulação de veículos nos corredores principais.

Novos semáforos

Após a criação do projeto de trânsito, o objetivo da direção da DIMUTRAN é dar preferência à instalação de semáforos em pontos críticos para motoristas e pedestres. - Essa sinalização especial não será espalhada por todos os lados, porque pode complicar ainda mais o trãnsito - diz o diretor Arino Vasques.

Os pontos prioritários para os semáforos até o momento são:

- Rua Benedito Valadares/Oswaldo Cruz;
- Trevo da rua Santa Rita/Av.cel. Domiciano/Av. Constantino Pinto;
- Rua Marciano Rodrigues/João Crisóstomo no Rosário;
- Av. JK/Efigênia de Freitas próximo Casa de Saúde e região da Prefeitura.
- Trevo Santa Rita/José Abreu, no sentido da área de segurança (Quartel da PM e Delegacia de Polícia).

Já a Av. Silvério Campos no Safira, local de alta incidência de acidentes, pode ganhar sinalização especial nas proximidades com a Av. José Maximo Ribeiro (João XXIII). A direção da DIMUTRAN estuda também a limitação de circulação de veículos pesados na cidade, mas por enquanto, apenas a proibição do estacionamento de 45 graus para caminhões, está em vigor.

Quebra-molas descartados

Até o final do mês de outubro cerca de 130 pedidos de colocação de quebra-molas, oriundos da Câmara Municipal, Associação de Moradores e particulares, chegaram na DIMUTRAN. A autorização quando acontece, é baseada em um estudo técnico, levando em conta a velocidade do local, número de acidentes, etc. "A tendência é não atender esses pedidos. A não ser os casos muito especiais", conclui o diretor.